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O QUE JESUS CRISTO TEM A VER COM ADAM SMITH?


Não deveria ser comum que a relação que alimenta nosso tempo (PRODUÇÃO-CONSUMO) fosse vista também na comunidade que se diz Igreja. Não dá pra não lamentar o fato de que pessoas queiram apenas CONSUMIR sermões, músicas ou atenções para si mesmo ao desempenhar o serviço de Deus. Não é crível que tenha gente que apenas celebre a Deus coletivamente quando lhe convenha o pregador, o dirigente, o grupo e o conteúdo da reunião. Não é possível confiar que pessoas escolham suas experiências religiosas como se fossem potes de margarina ligth. É reconhecer o fracasso da Instituição saber que existem indivíduos que crêem piamente (melhor, não piamente) que o sacro pode ser PRODUZIDO e CONSUMIDO antes que acabe o prazo de validade de seus próprios desejos profanos. É deprimente ver pessoas que CONSOMEM outras no ambiente que deveria imperar a paz e a aceitação (muito distinta da tolerância mundana), porque nem mesmo aceitam-se a si mesmas. É pasmante ver templos promovendo verdadeiros EVENTOS ou FEIRAS DE EXPOSIÇÃO para agradar os anseios de satisfação emocional da massa. Tem culto (ou WORKSHOP) de libertação/unção a cura interior. Tem "encontro" com Deus que só pode acontecer no monte, no retiro, no meio de galho que brilha. Tem pra todo gosto e vazio existencial. Deus tornou-se o produto invisível do MERCADO, o fiel apenas mais um CONSUMIDOR e o ensino bíblico um PRODUTO obsoleto. Tem grupo que deixa de congregar em sua comunidade local da mesma forma que deixa de ir SUPERMERCADO, pois seus estoques de carne, ou carnalidade, já estão abastecidos. Outros deixam de congregar porque acreditam serem PROFISSIONAIS da fé tão bons que deveriam ser melhor aproveitados em outra EMPRESA do ramo. A lição de Jesus Cristo, ou melhor, Sua atitude, não é amistosa para com aqueles que tratam o ambiente comum de aprendizado e expansão do Reino de Deus como uma CORPORAÇÃO ("Então ele entrou no templo e começou a expulsar os que estavam vendendo. Disse-lhes: 'Está escrito: "A minha casa será casa de oração’; mas vocês fizeram dela ‘um covil de ladrões’".  LUCAS 19:45-46). Essas palavras - nem mesmo ditas bem baixinho - nunca poderiam dar outra impressão que não seja a de um "chute no queixo" de quem VENDE o Evangelho de Cristo. Não se trata de DINHEIRO apenas, trata-se da venda de expectativas e mágicas fabulosas para tentar tornar PRODUTO um estilo de vida que deveria ser imprimido na vida de um humano sedento de Cristo. A novidade de vida virou um pacote de macarrão instantâneo, muito caro, pobre de nutrientes e que destrói a saúde espiritual do faminto de Deus. A lição de Jesus Cristo serve, portanto, para todos os SONEGADORES da verdade bíblica, especialmente para que não sejam vistos apenas como simples VENDEDORES de pombos, mas como verdadeiros salteadores da paz e da devoção genuína daqueles que se unem (seja aonde for) como corpo de Cristo, como Igreja. A esses resta a eternidade premiadora que nenhum DINHEIRO ou influência pode comprar. A César, os que são de César. A Deus, os fiéis.



Escrito por Divagações Cerebrinas às 14h42
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