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PREGANDO PRA PEIXE...

 

As instituições brasileiras enfrentam inúmeros questionamentos da opinião pública. O desgaste é visível. Não há governo que não tenha sido alvo de achaques nos protestos de todo dia. O Congresso Nacional nunca deixou de ser alvo de rótulos ligados à corrupção e impunidade, mas tem dado lugar ao Supremo Tribunal Federal e ao Ministério Público para também integrarem o bloco institucional alvo de reprimendas. Nenhum partido representa ninguém. Todo mundo resmunga e fica ressentido com qualquer assunto.

Não é pra menos. Tudo está um caos. O mundo está poluído, as cidades estão explodindo de gente e de problemas, a economia mundial vai mal, as minorias criam suas ditaduras e parece que nada mais tem um referencial. Estamos em crise. A coisa desandou, corrompeu.

A Igreja (digo, instituição igreja) também não passa ilesa. Tem “Marcha de Vadias” provocando carolas, tem pastor e padre molestando criança, tem fiel comprando benção, tem religioso agradecendo a propina de cada dia. Tem de tudo.

Em 13 de junho de 1654, o Padre Antonio Vieira pregou um sermão em São Luís do Maranhão três dias antes de embarcar ocultamente para Portugal. No sermão o religioso deixou bem claro que a corrupção e a crise nossas não são de hoje. Aliás, deixou saliente quais são os dois problemas: pregadores corruptos e ouvintes corruptos. Gente que não fala o que deveria falar ou que fala o que não era pra falar; e gente que não ouve o que deveria ouvir ou que ouve o que não deveria ouvir.

Para ler o sermão completo clique aqui: Sermão Pe. Antonio Vieira (Vos estis sal terrae. S. Mateus, V, l3., mas achei interessante destacar só isto:

 

“(...) O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrinaou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? (...).”

 

Recapitulando: na visão de Vieira os problemas da Igreja são estes:

 

Os pregadores não pregam a verdadeira doutrina;

Os pregadores dizem uma coisa e fazem outra;

Os pregadores se pregam a si e não a Cristo;

 

 

Os ouvintes não querem receber a verdadeira a doutrina.

Os ouvintes querem imitar o que os pregadores fazem, não o que dizem.

Os ouvintes, em vez de servirem a Cristo, servem a seus apetites.

 

Pena que é sermão só pra peixe ouvir...

 



Escrito por Divagações Cerebrinas às 14h23
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