Leitura obrigatória para quem deseja viver "a fé viva dos que já morreram" e não ficar vadeando na "fé morta dos que ainda vivem". Só não precisa concordar com tudo, já que o caríssimo autor Paulo Brabo também é humano.
Sabe quando você dá aquela bela topada andando na calçada, daquelas que arrancam a unha do dedão?
Então...Ninguém olha para o estrago no pé antes de olhar para trás conferindo se alguém flagrou o "incidente". É ou não é?
RESUMINDO: Se o vexame ocasional dói mais que a dor física, por que as pessoas se preocupam tanto com o corpo e tão pouco com a moral e a ética cotidianas?
"Por que deveríamos esperar conhecimento sem questionamento e sucesso sem diligência? Embora generosa, a mão da Providência não concede seus dons para seduzir-nos à preguiça. Ela concede seus dons para nos despertar para o esforço. Ninguém espera chegar às alturas do aprendizado, das artes, do poder, da riqueza ou da glória militar sem resolução vigorosa, diligência incansável e perseverança inabalável.
Ainda assim, esperamos ser cristãos sem trabalho, estudo, ou questionamento! Isto é o mais absurdo de tudo, porque o cristianismo, uma revelação de Deus e não uma invenção do homem, nos mostra novas relações com suas tarefas correspondentes. Ele também contém doutrinas, motivações e preceitos que lhe são peculiares.Não podemos esperar de modo razoável nos tornar competentes por acidente, assim como se alguém possa aprender de maneira insensível as máximas da política mundial ou um sistema de comportamento simples”. (WILLIAM WILBERFORCE, "in" Cristianismo Verdadeiro: discernindo a fé verdadeira da falsa, 1797, Ed. Palavra, 1ª. ed. brasilieira, p. 22).
RESUMINDO: é a filosofia de trabalho Muricy Ramalho contra aquela mania de ficar "espiritualizando" as coisas para encobrir a falta de excelência no serviço que se presta a Deus.
Ninguém discorda que as campanhas eleitorais à presidência do Brasil/2010 foram insossas e de mau gosto. Ainda que não quiséssemos saber de nada, todos nós estivemos envolvidos nessa névoa de acusações mútuas entre Dilma e Serra. Um dizia que a outra compactuava com matar criancinhas, outra falava que o outro estava “vendendo” o Brasil. Afff!!!! e Argh!!!!...
Depois que vimos acabar essa eleição presidencial - fora o alívio intelectual -, as divagações voltaram a fluir melhor. Pude perceber que seria importante colocar em relevo um aspecto da relação Estado-Igreja que foi muito debatido pela mídia e por inúmeros personagens envolvidos nas campanhas.
Nos bancos escolares, aprendemos o Estado Brasileiro é LAICO, ou seja, que não sofre (ou não deveria sofrer) influência da Igreja, do clero de qualquer credo. A partir disso, constatei um equívoco comum na interpretação dessa máxima “ESTADO LAICO”. O equívoco é este aqui: se o Estado é laico então não pode misturar com religião.
Confesso que o erro é bem sutil, mas não é correto afirmar que o fato de um Estado ser laico signifique que esse mesmo Estado não possa eleger valores decorrentes de fé em sua formação.
É que, ao nascer como ente soberano, o Estado não deixa de ter princípios religiosos para constituir-se na ordem internacional. Os valores de uma ou mais crenças sempre estarão presentes na formação de um Estado, dos seus poderes, na atividade legislativa e jurisdicional, na Constituição. Não pensemos que um juiz não utiliza valores religiosos próprios para julgar um caso concreto, ainda que o faça sob o manto da lei. Aliás, a lei é produzida e interpretada por personagens que possuem valores de fé e que recheiam as normas com um montão desses princípios religiosos.
Posso assegurar que a consequência imediata de um Estado soberano ser laico não é que não possa misturar-se com religião. Não! A consequência de ser laico é a de que sua gestão/administração não se atrele a questões de fé e que não seja exercida por autoridades religiosas. Veja o Irã. Não é um Estado laico, é teocrático.
Logo, concluo: estadistas, legisladores, julgadores e administradores de uma nação organizada devem, sim, pensar em valores religiosos no exercício de suas atividades estatais. O povo deve escolher representantes que tenham valores morais, éticos e RELIGIOSOS que sejam próprios das camadas populares. Isso é o normal. A anomalia só aparece quando facções religiosas e do "clero" barganham o bem-estar de um povo todo em detrimento de poder, barateando o fundamento de algum valor da fé verdadeira. Aliás, não é que clero rima com credo? Credo!
Certa vez o jornal London Times pediu a alguns escritores que respondessem à pergunta: "O que há de errado com o mundo?". CHESTERTON enviou a resposta mais sucinta, como se vê acima.
Todo mundo tem espírito, mas nem todo mundo tem o espírito grande. Parece que é verdade que apenas uma minoria possui um ímpeto, uma ambição de vida, algo que diferencie um de uns.
Davi, José do Egito, Madre Teresa, minha avó e muitos outros foram águias.
Certamente tem gente que nasceu para ser águia, não galinha. Nada contra as galinhas (particularmente aprecio muito uma canja e tal), mas é evidente que alguns não aceitam apenas viver uma vida medíocre, sem desafios.
Na verdade, não estou pensando que todo mundo deva escrever romances bestseller, fazer skydiving, ganhar muito dinheiro ou acabar com a fome na Etiópia. Viver uma vida ambiciosa e impetuosa reside em ter grandeza de espírito, que é até difícil de conceituar. Acontece a todo momento, nas coisas pequenas e nas grandes.
Uma natureza galinácea deixa o indivíduo passivo, limitado a um instinto de rebanho. Ele vai aonde outros vão, não cria, não se machuca, não tenta, não erra, não acerta...
Ser águia, ao contrário, liberta. A pessoa forma opinião, escolhe um caminho e nele segue firme, cria, inova, perde, ganha, cresce, aparece.
O maior exemplo de grandeza de espírito é o do próprio Espírito de Deus, que é uma pessoa capacitadora, ensinadora, conselheira e inspiradora. Deus, o Pai, é Criador de todas as coisas e “divinamente” criativo. O que se dirá, então, de Jesus, o Filho, que levou os pecados de toda a humanidade sendo apenas homem – embora também fosse Deus? Ele é incomparável! Veja uma velha águia chamada John Haggai falando sobre isso:
Depois de olhar para essa essência divina, parece que quem chega mais perto do próprio Deus é quem começa a ficar parecido com Ele e com a sua Grandeza de Espírito. Não parece óbvio?